Acho empregos tanque

Gato viralizou ao cair no tanque batismal de uma igreja . Um gatinho viralizou nesta semana depois que um vídeo na internet mostrou o bichano caindo no tanque de batismo de uma igreja. O caso aconteceu neste domingo (13), durante a transmissão de um culto na Igreja Adventista do Sétimo Dia do Sudoeste, em Brasília, no Distrito Federal. Começa assim ,daqui a pouco não temos mais empregos, é muita frescura ,vão querer que ande com um tanque de 100litros, abastecer cada 150 km , vão achar o quê fazer ! Reply Edilson de Almeida 18/04/2019 - 20:20 Veja também: Esclareça 10 dúvidas sobre trabalhar em Portugal (sendo brasileiro) Onde encontrar trabalho em Portugal? As vagas de emprego em Portugal para brasileiros são na maioria das vezes, para funções que não exigem ensino superior, como para os cargos de atendente, segurança, garçonete, recepcionista, auxiliar de limpeza e auxiliar de cozinha. Empregos em Bahía - procuro emprego de motorista particular para família e ou para empresas sólida experiência na área de transporte e logística tendo cartas de referências, salário de 900 negociavél Procuro Emprego /..., Empregos em Bahía Esses modelos, com quase 3 cv de potência, um deslocamento superior a 50 cc e um tanque de 1,2 litro de gasolina podem ser considerados os principais modelos para uso profissional. Por serem equipados com motores modernos e com baixas emissões, garantem economia de uso, consumo reduzido e, se mantidos adequadamente, garantem retorno do ... Sete caminhões-tanque explodiram na madrugada desta terça-feira (04/02/2020) em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense (RJ). Os veículos estavam estacionados no pátio em uma distribuidora de combustíveis. Não houve vítimas. 'Acho importante hoje em dia, com o excesso de estímulos, que a pessoa tenha uma prática que faça com que ela reduza o nível de excitação e de estimulação. Pode ser o tanque de flutuação, pode ser a meditação, ou até mesmo contemplar a natureza. É bom sair da cidade, ir à praia, desenvolver um olhar contemplativo', aconselha a ... Jacto positions itself in new market segments with the presentation of products and technologies for seeding, autonomous spraying and sugarcane harvesting Origins. Para mapear as origens do projeto Echo, é importante investigar a história pessoal da cientista cingapuriana Dra. Mina Liao, que posteriormente seria conhecida como uma das fundadoras da Overwatch. 最もエロい日本人女がここにはいる 10 - JavHD.net - 12 mins

Ou os dois são loucos ou nenhum é.

2020.07.06 00:45 dukaymon Ou os dois são loucos ou nenhum é.

Dia 1: Mário pega no carro e foge, saindo do concelho.
Dia 2 a dia 10: após abandonar o carro num parque de estacionamento a 230 km de casa, Mário esconde-se num pinhal e aí fica até acabaram as poucas latas de comida que trazia na mochila.
Dia 11 a dia 33: alimentado-se de frutas e vegetais que vai roubando de campos agrícolas e sem nunca ficar no mesmo sítio mais do que um dia, Mário encontra-se já a 300 km de casa, perto da fronteira.
Dia 33 a dia 77: sem se atrever a aproximar-se da civilização, por medo que o reconheçam (e não só), no meio do mato Mário encontra refúgio num casebre abandonado, envolto em silvas e arbustos, que funcionam como camuflagem, impedindo que mesmo o transeunte mais atento pudesse vislumbrar o edifício aí escondido. Na praia deserta que fica a 500 metros do local, Mário obtém o alimento que precisa e bebe a água da chuva que se acumula num pequeno tanque decrépito atrás do casebre.
Dia 78: Mário tenta pôr fim a tudo.

"Desculpem-me o mal que vos causei", lia-se na carta, "mas quero que saibam que, tal como rio rebenta o dique e inunda os campos em seu redor, se vocês sofrem por minha culpa, é porque não consegui conter em mim tanto sofrimento."
Dobrou a folha ao meio e deixou-a sobre um banco. Uma lágrima tinha esborratado o texto, deixando uma das palavras totalmente ilegível e, de forma parcial, a palavra que lhe antecedia e a palavra seguinte, mas ele nem reparou. Também não interessava, provavelmente ninguém iria descobrir aquela carta.
Levantou-se, saiu do casebre e caminhou nervosamente até à arriba de onde decidira que haveria de ser conduzido pela gravidade até ao abismo álgido e salgado que o tinha vindo a seduzir sempre um pouco mais de cada vez que o contemplara.
Era um dia ventoso e borralhento, mais ventoso ainda à beira mar, no cimo da falésia. Lá em baixo o mar castigava as rochas impassíveis que outrora haviam estado cobertas por um amplo lençol de areia.
Mário olha para baixo e murmura sofridamente:
-Como é possível que isto já tenha sido uma praia, e eu tenha sido tão feliz nela!
E não contém as lágrimas quando à mente lhe vêm as imagens dos longos e soalheiros dias de verão passados naquele lugar com os amigos, na adolescência.
Vinte anos separavam essas memórias do presente, vinte anos que, a bem dizer, pareciam cem ou mesmo vinte anos vividos por uma pessoa diferente, de tão antipodal era o seu estado de alma na altura em que decide suicidar-se, face à alegria, a energia e o fulgor do seu espírito na juventude.
Mário tentava sempre, quando ainda fazia um esforço para não desistir de viver, impedir-se de recordar esses bons momentos do passado, por saber que lhe agravavam a dor do presente. "O mau não parece tão mau a quem nunca conheceu o bom. Tomara que nunca tivesse experimentado a felicidade!", pensava ele.
Mas agora que está prestes a acabar tudo, que mal advinha de deleitar-se uma última vez com o sol e o calor desses Verões longínquos? A dor terminaria em breve.
- Seja esta a minha última refeição de condenado, um festim para as sensações! - disse ele.
A sua mente é então invadida por todas essas boas recordações que tanto procurara reprimir: as gargalhadas de fazer doer a barriga, os planos e objectivos idílicos para o futuro, a descoberta do prazer da sexualidade, as fogueiras acendidas pouco antes do Sol mergulhar no mar, com o intuito de obrigarem a praia a dar palco à sua puberdade até durante a noite.
Mário trauteia uma música da adolescência, de um desses Verões insuportavelmente felizes, e conforta-se com acreditar que dentro dos vãos e grutas daquela defunta praia ainda é possível ouvir o eco da sua melodia.
No alto do precipício o vento fustiga-o, e ele, de olhos fechados, imagina-o como sendo os seus amigos a saltarem para cima dele em jeito de brincadeira.
Esteve assim largos minutos, a colher quanta felicidade podia colher de um campo de alegrias já ceifado há muito. Até que a noção do presente retorna, para converter essa alegria em suplício: a realidade desesperante que põe fim à miragem de um oásis.
A chuva começava a cair tímida e lentamente, mas era perceptível que se estava a tornar ligeiramente mais forte a cada minuto que passava. Mas o vento, pelo contrário, seguia o sentido oposto ao crescendo da chuva.
-Ah, sim, o último banho do meu último dia de praia - diz Mário sarcasticamente, no seu habitual exercício de auto-comiseração, levantando a cabeça para encarar a chuva.
- Basta! - resmungou ele, cheio de repulsa de si mesmo, por não conseguir deixar de tratar com sarcasmo nem mesmo aquele que era o momento mais sério da sua vida.
Dito isto, baixa a cabeça, fita o abismo, vendo o mar que parecia aumentar de fúria, ofendido com a indiferença dos rochedos, e, sem ponderar um segundo, por medo que a coragem lhe viesse a faltar, dá aquele que pretende que seja o último mergulho da sua vida.
Mantém os olhos fechados e sente nos ouvidos o assobio do ar, que sobrepõe-se ao som da ira do oceano. E assim vai descendo, até que, de súbito, vê as memórias da sua vida, que naquele derradeiro momento parecem-lhe mais vívidas do que alguma vez pareceram, darem lugar a memórias estranhas e alheias a tudo o que vivera, e mas mais bizarro ainda: vê-as, não da sua perspectiva, mas da perspectiva de outra pessoa, que ele não fazia ideia de quem era.
Assustado, abre os olhos de repente e vê o mar a uns quantos metros de distância. Depois disso não se lembra de mais nada.

Quando acordou, Mário deparou-se com uma enfermeira que, empunhando uma seringa, tentava encontrar uma veia no seu braço. Ao vê-lo acordar, a enfermeira apressa-se a chamar um médico.
- O que é que aconteceu? - pergunta Mário, desorientado, ao médico que lhe auscultava o peito.
-Não se lembra do que aconteceu? - pergunta o médico. - O senhor atirou-se de uma falésia. Por sorte, ou mesmo por milagre, caiu numa zona em que a água tinha profundidade suficiente para que não tivesse morte imediata nas rochas. O hospital irá contactar a sua mulher e o o seu filho para informá-los que o senhor já se encontra consciente.
-Desculpe!? Mulher e filho? Eu sou solteiro e vivo com os meus pais! Enganou-se no paciente.
O médico, surpreendido, observa a sua ficha clínica e pergunta-lhe:
- Você não se chama Mário Costa Figueiredo?
-Sim - respondeu Mário.
-Então não há nenhum engano!
-Não, desculpe, há de certeza um equívoco... - retorna Mário, irritado e, ao tentar levantar os braços em protesto, repara que um deles estava algemado à cama.
- Ah, sim já me lembro, apanharam-me finalmente! Mas eu não tenho família nenhuma! Nem sou responsável pelo crime que me atribuem!
O médico calou-se, na dúvida entre estar perante um legítimo caso de amnésia ou um criminoso a mentir para tentar passar a ideia de que estava inocente.
Disse: "eu volto já" e afastou-se.
Os dois polícias que estavam de vigia à porta da sala onde Mário estava internado entraram assim que o médico avisou-os que ele tinha acordado e, a alguma distância, fitaram-no com cara de poucos amigos e trocaram entre si palavras que Mário não conseguia ouvir.
Provavelmente insultos, pensou Mário.
E pela razão certa, mas não contra a pessoa certa. Mário era suspeito de matar uma mulher grávida. O crime fora gravado e a cara dele tinha aparecido na televisão, mas não era ele.
Porém, o facto de se ter posto em fuga não fizera nenhum favor à sua reputação de auto-proclamado inocente, embora se ele próprio se tinha visto em vídeo a cometer aquele crime hediondo, seria impossível parecer mais culpado mesmo que tivesse ficado placidamente sentado no sofá à espera que a polícia arrombasse a porta de sua casa para o prender.
Setenta e oito dias em fuga andou Mário, até ser encontrado inconsciente na praia, após a tentativa falhada de suicido.
Mas porque fugiu Mário? E porque se tentou matar? As respostas, que parecem óbvias - não ser injustamente condenado por homicídio e estar cansado de viver como um pária fugitivo - não satisfazem totalmente as perguntas. Se esses foram factores a ter em conta, havia contudo algo de mais profundo, mais inquietante e mais assustador - ele fê-lo porque, no seu íntimo, sentia-se de alguma maneira culpado pelo crime que não cometeu.
Um Mário completamente seguro da sua inocência talvez não fugisse se o acusassem de um crime cometido por outrem. E decerto que jamais aceitaria carregar a culpa alheia por um crime, mesmo que todas as testemunhas jurassem pelos parentes defuntos que o tinham visto a disparar a arma. Nem mesmo que ele se tivesse visto a matar a vítima, como de facto viu. Nem mesmo que a sua vida dependesse disso. Mário estava inocente e sabia-o com toda a certeza, mas sabia também, com equivalente grau de certeza, que era (um pouco) culpado.

Mas os problemas de Mário não começaram com o homicídio.
Um estranho acontecimento ocorrido vinte anos antes, fora o que dera início à inexorável descida de Mário ao abismo.
Mário sempre jurou que pouco tempo antes do acidente que o tinha deixado desfigurado, tivera uma premonição. Um sentimento repugnante, um misto de desespero e medo avassalador, acompanhado por um arrepio na espinha, que sentira ao ver um relâmpago cair no sítio onde meses mais tarde seria atropelado por um carro.
Estropiado e desfigurado, não foi mais capaz de arranjar emprego e muito menos manter uma vida amorosa com uma mulher. Tinha passado os últimos vinte anos da sua vida a viver em casa dos pais, dependente destes, sem quase nunca sair à rua. Um adulto que nunca experimentara ser adulto, alguém que ia envelhecendo mas cuja vida parara para sempre na adolescência.
Sem coragem para matar-se, a única coisa que desejava, dia a pós dia, era a morte.


As provas não deixavam margem para dúvida: as impressões digitais recolhidas no local do crime eram dele, bem como ADN. Se ele não era culpado deste crime, as prisões estavam cheias de inocentes.
E no entanto não era culpado, asseverava ele com toda a convicção e honestidade possíveis de se encontrar num inocente injustamente acusado.
Mário foi condenado à pena máxima. A "sua" mulher esteve presente no julgamento, chorosa, desolada, horrorizada. E na cara de Mário era patente a incredulidade de um viajante do tempo que encontra no futuro um mundo tecnologicamente impossível de conceber na sua era. Estarei louco?, pensou ele. E foi nisso que preferiu acreditar, confrontado com a sua "nova" realidade. Mas não cometi aquele crime, posso estar louco mas não sou assassino!
A mulher visitou-o relutantemente apenas uma vez na prisão. Quando, durante essa visita, ele lhe disse que nunca a tinha visto na vida e que não tinha filho algum, nem com ela nem com ninguém, ela sentiu alívio por ter sido ele a pôr fim a tudo. Se fosse eu a rejeitá-lo, ele ainda me mandava matar!, pensou ela à saída da prisão.Mário depressa se aclimatou à vida de recluso, que ele não considerava pior que a vida miserável que tinha levado durante os últimos vinte anos, enclausurado em casa dos pais. Ao fim do primeiro ano, Mário decide escrever um livro, uma espécie de biografia "barra" apologia da sua inocência.
Falou da premonição, do acidente meses mais tarde, da visão que teve quando se tentou matar; tentou demonstrar o seu álibi para a momento do crime e falou das suas famílias: a verdadeira, os pais, dos quais nunca mais teve notícia e nunca mais não foi capaz de encontrar, como se nunca tivessem existido (a casa onde viviam também não existia), e da nova família e nova vida que o universo lhe atribui depois de se ter atirado da falésia.

O manuscrito chamou a atenção do psiquiatra que acompanhava Mário. O psiquiatra tinha diagnosticado Mário com amnésia retrógrada e classificara as memórias anteriores ao acidente de confabulações.
O psiquiatra tinha um amigo, Alexandre, um sujeito lunático mas interessante, que tinha interesse no ocultismo, em particular na parapsicologia. O psiquiatra, Carlos de seu nome, que gostava de ficar a ouvir o seu amigo e antigo colega de faculdade a debitar disparates fantasiosos mas originais quando se encontravam aos domingos à tarde, na casa deste último, sempre com um leve sorriso de troça na cara, sem, contudo, ser desrespeitoso e sem que Alexandre levasse a mal, decidiu mostrar-lhe uma cópia do manuscrito, com a autorização de Mário.
Numa terça-feira de manhã, no caminho para o trabalho, Carlos parou na casa do seu amigo e entregou-lhe o manuscrito, na expectativa de ouvir Alexandre discorrer sobre o assunto no domingo seguinte.
- Olha o que um recluso lá da prisão escreveu. Diverte-te.
E saiu um pouco apressado, pois já ia atrasado.
Domingo chegou, e, para quebrar o hábito, era Alexandre que batia à porta de Carlos logo após o almoço e não o inverso, como sempre sucedera. Estava nervoso e efusivo, como um adolescente prestes a perder a virgindade.
- Tenho de falar com esse tipo. A que horas podem os prisioneiros receber visitas? - perguntou Alexandre.
Carlos tentou demovê-lo, pois não lhe agradava a ideia que um doente mental como Mário, e ainda por cima um paciente seu, fosse influenciado por um excêntrico como Alexandre, por mais bem-intencionado que fosse. Discutiram e foram-se zangando gradualmente mais com o decorrer da discussão. No fim, para não arruinar aquela amizade que ambos prezavam, Carlos concedeu que Alexandre visitasse Mário, até porque não havia maneira legal de o impedir.

O dia em que Mário e Alexandre se conheceram chegou, e, assim que Mário o viu, pensou tratar-se de algum daqueles "novos" parentes ou amigos da sua realidade pós tentativa de suicídio.
- Ah, sim, você é o tal amigo do psiquiatra - disse Mário, aliviado por não ser nada daquilo que esperara.
Alexandre disse que lera o livro e Mário interrompeu-o:
-Deve pensar que eu sou maluco ou mentiroso, não é? - acrescentou ele.
Houve uma pausa e Alexandre, num tom sério, respondeu:
- Não, não acho...
Os olhos de Mário acenderam-se e, após alguns uns segundos, perguntou:
Quer dizer que você... acredita?
Uma pausa, mais longa que a anterior, separou a pergunta de Mário da resposta de Alexandre. Alexandre aproximou a cara do vidro e, como que reconfortando um amigo em sofrimento, diz com voz baixa mas firme:
- Acredito.
Mário pergunta imediatamente, incrédulo e extático:
-Acredita que eu sou inocente ou no resto? Ou em tudo?
Alexandre diz:
-Acredito que teve de facto aquilo a que chama de "premonição". Acredito que viu o que viu quando se atirou para o mar e, embora não descarte a hipótese de amnésia, creio que é possível que esteja a ser sincero quando diz que a sua família não é de facto a sua família. Quanto ao crime, devo ser a única pessoa no mundo que não está convicto da sua culpabilidade.
Mário não sabia o que achar. A realidade para ele não fazia sentido. Se ele próprio vira-se a cometer o crime e sentia-se um pouco culpado por isso, embora soubesse que não o cometera, e se havia provas irrefutáveis que apontavam para si, como é que era possível que alguém duvidasse disso, ainda para mais um total desconhecido como Alexandre? Uma realidade em que Mário era casado e tinha um filho, era uma realidade em que também podia existir alguém como Alexandre. Mas provavelmente estava louco, como preferia acreditar.
Quase a chorar, Mário pergunta:
-O que o leva acreditar em mim?
Alexandre diz:
-Conhece o conceito de doppelganger?
- Sósias? Sim - respondeu Mário.
-Certo - retorquiu Alexandre-, mas não me refiro somente a pessoas apenas com similaridades físicas com outras pessoas sem parentesco. Falo de uma relação entre dois ou mais indivíduos que vai além do que é meramente o aspecto físico, a uma relação de transcendência psicológica, uma ligação talvez metafísica entre mentes.
-Desculpe, mas não acredito nessas coisas - retrucou Mário. - E não vejo o que tem isso a ver com o meu caso. Está a querer dizer que foi um sósia meu que cometeu o crime?
-Não acredita, mas no entanto jura que a sua família foi trocada, que não cometeu o crime apesar das evidências e que viu a vida de outra pessoa à frente quando tentou matar-se. Se não acredita, então só podemos concluir que é louco, certo? E para além disso, é você que afirma ter tido uma "premonição". Ora, não acredita em si próprio? Loucura por certo...

Mário, sentiu-se tocado. Nunca revelara a ninguém que achava que talvez estivesse louco. Mas que outra explicação haveria?
-Não me diga que o meu sósia também tem o meu ADN e as minhas impressões digitais? - disse Mário, um pouco desdenhoso. - E quando eu falei de premonição, se você leu mesmo livro, decerto se lembrará que não invoquei explicações paranormais. Eu senti que algo de mau ia acontecer, e aconteceu. Foi apenas isso, um sentimento. Se eu "adivinhei" o futuro ou se foi um sinal "dos Céus" abstenho-me de especular.
Pense nisto - disse Alexandre-, tal como duas pessoas diferentes, sem qualquer contacto entre si, podem acertar nos números da lotaria, também é possível, mas extremamente improvável, que duas pessoas tenham o mesmo ADN. A probabilidade é tão baixa que no mundo você não encontrará ninguém geneticamente igual a si, mas se a população mundial fosse suficientemente numerosa, seria possível encontrar; e quanto mais numerosa fosse, mais probabilidade haveria. Seriam seus "gémeos" idênticos, apesar de não serem filhos dos mesmos pais... - Mário ia dizer algo, mas Alexandre aumentou e apressou a voz de modo a impedido de exprimir-se. - Quanto à premonição, se você pressentiu algo de mau que iria acontecer meses depois, então é óbvio que temos de recorrer a explicações não usuais para isso, pois prever o futuro não é considerado possível pela ortodoxia científica. Dou-lhe o seguinte exemplo como forma de fazê-lo perceber melhor onde quero chegar:
"Há várias décadas, na Austrália, um homem, incapaz de adormecer, decide ir à varanda para apanhar ar. No momento em que vê a lua cheia sente uma repulsa macabra inexplicável, como nunca tinha sentido, um mal-estar físico como se tivesse ingerido algum veneno. Era perto da meia-noite. No dia seguinte, a polícia bate à sua porta e informa-o que a sua filha fora assassinada. O médico legista determinou que ela tinha sido morta por volta da meia-noite.
"Não havia maneira do pai saber que a filha estava a ser assassinada a dezenas de km de distância, no entanto esse acontecimento foi sentido por ele de algum modo, a não ser que acreditemos que se tratou de uma coincidência.
"Isto costuma acontecer também com gémeos idênticos, em que um deles é sensível ao que se passa com o outro."
-Continuo sem perceber o que tem isso a ver comigo - disse Mário.
-Da mesma forma que a mente consegue sentir a dor ou alegria de alguém que nos é biologicamente próximo, ou mesmo idêntico, você, como confessou no seu livro, talvez sente-se um pouco culpado pelo crime porque aquele poderia ser o seu irmão gémeo ou algum "clone" sem relação a si, como referi há pouco. Esta - um irmão gémeo - seria a explicação mais simples, e portanto mais plausível, para o sucedido. Mas como acreditar nisto se você próprio confessou o crime na sua carta de despedida? E se eu acreditasse nisto não estaria aqui.
Mário ficou atónito:
-Desculpe?
Alexandre, que não estava surpreendido com a surpresa de Mário, não que achasse que ele estava amnésico ou a fingir, diz:
-Sim, após acordar no hospital você revelou o seu esconderijo à polícia e lá encontraram a sua carta, na qual desculpava-se pelo sofrimento causado à sua mulher e filho e confessava o homicídio da sua amante grávida. .
-Não, lamento, isso não aconteceu. Eu escrevi uma carta, sim. Mas como tem você conhecimento disso? - pergunta Mário. Que um estranho tivesse conhecimento de uma carta que nem a polícia que investigou o crime e perseguiu Mário durante quase três meses conhecia, seria motivo de estupefacção e medo para qualquer pessoa, mas em Mário, que já passara e continuava a passar por coisas mais bizarras, isso não causou tanto espanto como deveria. Mário acrescenta:
-Mas não escrevi isso que diz. E para além disso, a polícia, que eu saiba, nunca encontrou a carta porque eu, com vergonha, nunca mencionei o esconderijo. Não queria que a minha carta de despedida fosse descoberta tendo eu sobrevivido, seria vergonhoso demais. Mas em nenhum parágrafo da carta admiti o crime, pois não o cometi. Apenas pedia desculpa aos meus pais pelo sofrimento que lhes causei, motivado pelo sofrimento que eu sentia.
-Lembre-se, eu acredito que esteja a ser sincero quando diz o que diz. E que essa sinceridade não advém das confabulações em que um amnésico acredita, mas correspondem aos factos.
"Eis o que eu acho: você não matou aquela mulher. Mas você também matou-a. E as suas duas famílias são ambas suas mas não ao mesmo tempo. E as memórias que viu na mente são suas e e não são suas, pois foram e não foram vividas por si.
"Aquela sua premonição, tida no momento de uma descarga de energia - o relâmpago - foi a recolecção, por parte da sua mente, da informação de um evento que tinha acontecido no futuro, mas um futuro doutro universo, futuro esse que, em relação à linha temporal do nosso universo, seria um acontecimento do passado. Doutro modo, você não poderia ter tido a premonição, pois a causa (o acidente) teve de anteceder o efeito (a premonição do acidente) para que aquele pudesse ser previsto. Como, de acordo com as leis da física, as causas nunca antecedem os efeitos, o acidente teve de ocorrer primeiro noutro universo para que o conhecimento dele neste universo pudesse anteceder o seu acontecimento neste universo. É esta, a meu ver, a explicação para o fenómeno vulgarmente denominado «premonição»: a falsa «previsão» do futuro que não é mais que a lembrança, neste universo, de um evento já ocorrido noutro universo e que irá também ocorrer neste. E falo da verdadeira premonição, não da ilusão de premonição que advém das naturais falhas e vieses cognitivos da mente humana."
-Agora você já está a abusar- disse Mário. - Ou você é mais louco do que eu ou está a fazer pouco de mim.
Alexandre esboçou um sorriso, mas logo ficou sério:
- Não, repare, o que eu lhe estou a tentar dizer é que acredito que cada um de nós tem pelo menos um outro "eu", e talvez uma infinidade de "eus", que existem simultaneamente connosco, mas não aqui. O que acontece, na minha opinião, é que, por razões que ainda não vislumbro, às vezes esse(s) diferente(s) universo(s), ou partes dele(s), como você, ou eu, ou uma cadeira, ou uma árvore, ou um simples átomo, cruza(m)-se com o nosso, da mesma maneira que duas linhas de pesca se emaranham ao cruzarem-se, ou como dois fios de electricidade, que correm paralelos de um poste ao outro, tocam-se quando há vento. E ao fazerem-no podem trocar matéria, energia e informação. As memórias que você viu, e que se calhar irá ver com mais frequência, ou nunca mais, são as memórias do seu outro "eu" de um universo paralelo, com o qual você trocou informação. A "nova" vida que todos dizem ser sua após a queda no mar, talvez não seja mais que a "sua" vida de um universo paralelo. Talvez você não seja deste universo, ou talvez sejamos nós, e quando digo nós refiro-me à totalidade do que existe neste universo, que estejamos a mais; se calhar este universo, ao emaranhar-se com outro, foi esvaziado do seu conteúdo original, excepto você, e preenchido com o conteúdo desse outro universo. E agora você, neste seu universo, paga pelo crime que o seu outro eu cometeu naquele nosso universo. E o seu outro eu deve andar por lá livre como um passarinho. Que bela forma de escapar à justiça, não acha?
"E às vezes, creio que acontece o seguinte: quando dois universos se «cruzam» apenas um deles recebe matéria ou energia do outro. É esta, a meu ver, a origem de alguns doppelgangers. Que podem ser de pessoas, animais, plantas ou coisas inanimadas.
"É natural que se sinta culpado do crime, foi você que o cometeu. Se um pai é capaz de sentir uma filha a ser assassinada e um gémeo a dor de outro gémeo, como não havia você de sentir o que você próprio fez?"
Mário abanou a cabeça como quem está farto de ouvir baboseiras e levantou-se da cadeira.
-A visita acabou - disse ele ao guarda. E foi reconduzido à sua cela.
Devo estar louco, de facto. E se calhar até cometi o crime e não me lembro. Se calhar estão todos certos. Mas aquele tipo também não devia andar à solta, pensou Mário. E talvez estivesse certo também.
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2019.12.11 03:21 JairBolsogato "Nós nunca imaginávamos o que iria acontecer e nem nos preparamos para o que aconteceu na Venezuela"

Neste artigo, eu queria analisar minhas preparações e a natureza do apocalipse que fomos forçados a enfrentar. Não sei quanto a você, mas qualquer coisa que o tire do seu lugar, da sua cama quente, dos seus animais de estimação, dos filhos, da esposa e do resto da sua família, para mim não tem outra palavra melhor que apocalipse para descrevê-la.
Minha bolha de conforto foi destruída, meu trabalho de uma vida inteira foi jogado pela janela, minha apólice de seguro de família se foi com o vento (embora sem medicamentos para tomar e com os médicos fugindo para a Argentina e Colômbia, não teria sido muito útil mesmo).
As poucas preparações que duraram por 4 ou 5 meses são história agora. Obviamente, os preparativos funcionaram muito bem, e nós esticamos um pouco além, mas uma vez que o sistema entrou em colapso, não houve mais nada que pudéssemos fazer além de fechar o local e ir para outros locais onde pelo menos pudéssemos comprar comida.

O que aconteceu foi algo completamente diferente do que havíamos preparado.

Acho que o que quero dizer é que, dentro de nossos meios, nos preparamos mais ou menos adequadamente, mas o que realmente aconteceu foi algo completamente diferente para o qual não tínhamos preparado.

Preparamo-nos para algumas das consequências de turbulência, agitação, tumultos e crimes. Conseguimos ficar na encolha por um tempo e nos defender silenciosamente e seriamente, sem precisar sair do nosso refúgio. Os problemas de escassez começaram lá por volta de 2013-2014. Naqueles anos, foi a última vez que lembro que poderíamos comprar grandes quantidades de farinha de trigo, farinha de milho para fazer arepas, macarrão, leite em pó e UHT, arroz, e outros mantimentos.

Um colapso econômico durante tanto tempo parecia algo totalmente fora de questão. Era totalmente imprevisível. Eu esperava uma pandemia ou um golpe de estado muito antes desse cenário faminto de zumbi.

Sabíamos que algo perturbador aconteceria mais cedo ou mais tarde. Nós poderíamos sentir isso na atmosfera ... mas nada como o que aconteceu. Nós nunca pensamos que seria impossível encontrar uma bateria, óleo de motor ou gasolina (Caramba, este era um país produtor de petróleo!) ou que as crianças seriam colocadas em perigo na porta de suas escolas. No pior dos nossos pesadelos que poderíamos ter imaginado, um de nossos gatos resgatados que realocamos com um de nossos amigos em um bairro sofreu uma morte horrenda (por favor, não peça detalhes).

Nunca poderíamos imaginar que os funcionários das empresas estatais de petróleo e eletricidade seriam ameaçados de prisão por traição se tentassem deixar o emprego para deixar o país. Porque isso é o que está acontecendo. Quando descobri isso, senti uma profunda sensação de alívio, como nunca na minha vida, por ter saído antes. O único sentimento semelhante em que consigo pensar foi quando meu último filho nasceu, e os médicos me disseram que ele estava bem e não havia motivos para se preocupar.

Sob a situação atual, sofrer acusações tão terríveis é um pesadelo completo. Mas com a renda do trabalho freelance online, conseguimos pelo menos manter a casa funcionando, sem o pequeno salário que já foi mais do que suficiente para uma boa vida. Sem ele ... nossa família teria sido condenada à morte, não importando nossas preparações.

Portanto, deixar e deixar o país (e minha família) para trás foi uma das escolhas mais difíceis em nossas vidas, mas as mais sólidas e as mais seguras a longo prazo. Evitar o risco potencial de ser (falsamente, é claro) acusado de traição e entrar em um problema confuso, já é um grande benefício. Sempre dei confiança à intuição feminina. Quando minha esposa e eu conversamos sobre como as coisas estavam indo mal e a decisão de sair antes de piorar, eu sabia que era a intuição dela falando.

Nunca imaginamos que o dinheiro seria outra mercadoria e que os preços seriam muito diferentes se você tentasse pagar com cartão de débito em vez de dinheiro. Se você pagar com cartão de débito, o preço será o dobro do valor pago em dinheiro. Isso não é surpreendente: a taxa do caixa circulante para o não circulante é profundamente distorcida. Há pessoas que VENDEM o dinheiro: você os transfere um milhão de BsF para as contas bancárias deles, eles oferecem 500 ou 600.000 em dinheiro. E isso é o suficiente para duas dúzias de ovos e um pouco de queijo.

Em retrospecto, o que poderíamos ter feito para nos preparar para a situação atual? Vejamos.

Sim, eu sei como isso soa. Mas eu não ligo para algumas coisas que eu sei que esses FDPs podem fazer, como um cara sendo baleado a 30 metros da pessoa que me contou a história de um criminoso em uma motocicleta, e eu e minha família quase sendo parados na estrada deserta às 20h no meio do nada, com um tronco no meio do caminho (eu só pisei fundo no acelerador e passamos por cima).

Não há como estocar massas e outros produtos secos por um período tão longo sem comprar outra casa ou construir um segundo andar, acrescentando cerca de 60 ou 70 metros quadrados à casa. E mesmo assim teria sido arriscado: alguém assistindo no momento errado e estaríamos em apuros, acusados ​​de “acumular” e blá-blá-blá (insira aqui sua desculpa “socialista” favorita por roubar propriedade privada). Nossos bens teriam sido apreendidos, os 10% vendidos em público para "os pobres" pelos jornais do governo e os 90% roubados por quem saberá.

Se suprir de proteínas com nossa situação atual nesse bairro é muito mais difícil. Não há muito espaço. Coelhos e outros roedores estão fora de questão, já que as moscas que seus cocô atraem aqui nos trópicos são um problema e economicamente inviável. Os produtos de limpeza e alimentos são muito caros e, como você deve supor, escassos. As pessoas nos chalés já estarão muito melhor preparadas do que nós, moradores de cidades nerds e viciados em café.

Sob esse prisma, parece que as melhores escolhas seriam se mudar para uma cabana na floresta, não acha? Mas não é tão fácil.

Nossas leis não aprovam a educação em casa; Dirigir uma hora do chalé para a escola todos os dias está fora de questão, porque é quase impossível conseguir peças e consumíveis para automóveis ou muito caros.

O crime está ficando cada vez mais terrível. Uma cabana com colheitas e gado é um alvo fácil para pessoas famintas que são preguiçosas e ignorantes demais para se preparar (quando podem). Conseguir algo como uma espingarda de defesa só traria mais problemas. Os bandidos vêem isso como uma atração grande demais para resistir. Como armas e munições são escassas, elas são um verdadeiro tesouro. Eles sabem onde você está, estão organizados e têm os contatos adequados para poder colocá-lo em uma posição muito difícil.

Seria muito pior derrubar alguém tentando invadir sua própria casa, pois eles nunca roubam sozinhos. As leis de auto-defesa doméstica não se aplicam, a menos que o falecido tenha sido um criminoso "inconveniente", e se for esse o caso, é provável que muitos de seus amigos sejam parecidos. Uma segunda visita, talvez com bandidos mais preparados, porque eles sabem que você será capaz de fazer o que for necessário e não dará mole pra ninguém.

Ou pior, os policiais e juízes processarão o proprietário da residência porque ele é uma 'ameaça para o governo'. Roubarão as coisas da casa dizendo que são possível 'produtos de um crime' e o proprietário não poderá provar o contrário de dentro da prisão. Conheço várias pessoas que tiveram que pagar mensalmente à milícia guerrilheira os produtos que eles preferiam vender com prejuízo.

Tendo filhos para cuidar e cuidar, a opção do lobo solitário não é realmente uma opção. Se o esconderijo dele não estiver suficientemente longe ou bem escondido, mais cedo ou mais tarde alguém o descobrirá. A melhor opção é unir-se a outras famílias, cada uma em sua cabana, e construir uma rede de comunicações suficientemente confiável e com bom backup, caso algumas matilhas tentem atacar. Eu sei que isso seria muito mais fácil para o povo dos EUA, pois o acesso a todos os tipos de ferramentas de defesa deles é muito melhor.
Por J G Martinez D
https://www.theorganicprepper.com/never-imagined-happened-venezuela/
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2019.12.10 17:46 throwawaysemnome Minha irmã quer se matar e se provavelmente eu tiver a mesma vida que ela teve vai dar merda pra mim também

essa vai ser a 43423423 e talvez a ultima throwaway q vou criar pra esse subreddit, e o post mais profundo e fudido meu

Eu xxF (não importa a idade agora pra não falarem merda) entrei de ferias semanas atras, eu nem pra lembrar eu consigo, i mean, desde quando eu tava tendo aula eu não queria entrar de férias, desde ano passado eu fui assim, mas esse ano eu realmente não queria, não queria mesmo. Eu, se eu dizer minha rotina, já ira ter pessoa já reconhecendo a historia que ja desabafei aqui, e não liguem pra esses ultimos desabafos, aqueles não importam, eram só surtos mal feitos, vamos láá, acordar ir pra escola blablabla ficar no computador de tarde e de noite, sabado ficar no computador quando eu estiver acordada, umas... 12 horas por dia? domingo mesma coisa? quero dizer, minha vida inteira foi assim, mas lembro que quando criança meu pai colocava só 5 horas por dia num coisa lá do windows 7 controle dos pais, e eu nem me lembro o que fazia quando isso acabava, eu lembro mais profundamente na infancia eu brincando com meu patinete em volta da casa, nao saia na rua nem nada, lembro mais profundamente eu indo pra rua pra brincar com umas menininhas da casa da frente, e meus pais me chamando pra ir de volta pra casa, porque NaO pOdIa. eu lembro de minha mãe mandando eu roubar a mochila das meninas da frente q ia ser jogado no lixo, na verdade, eu nem sei... a mochila só tava la na frente da casa, eu nem sei... foi tudo culpa da minha mãe... eu odeio esse passado e me sinto um lixo lembrando isso... eu nem era tão pobre assim, se mil reais por mes pra 4 pessoas era pouco... e minha intenção aqui nem era desabafar meu passado... eu me odeio agora
eu só quero pular pro presente agora, as pessoas tem que me reconhecer pelo presente, eu sou uma boa pessoa agora por fora, eu sou extrovertida quando meus amigos estão por perto, na escola, eu tive que conviver com um outro grupinho que nem me socializar eu conseguia direito pois de lá eu só conhecia meu uh, namorado? (eu queria só ficar com ele mas, quis namorar e agora nem me respondendo mais no messenger está, e eu nem conhecia faz 1 semana e ele ja me queria e eu aceitei por pressão e porque ele era uma boa pessoa numa escola cheio de gente que não presta, e olha lá que eu ja fiz um post aqui falando isso, de qualquer forma, namoro em geral é superestimado)

presente agora -
quando começou as férias eu fiquei só fazendo as mesmas merdas, a diferença é que eu agora acordava mais tarde, tava indo até tudo bem, ''aprendi'' a conviver com as férias DESPERDIÇANDO MINHA VIDA, QUE ESSE APRENDI TA MAIS PRA ME ILUDIR, um webamigo (tomara que ele realmente nao leia esse desabafo, ele pode facilmente se reconhecer aqui, ele usa reddit, se vc de alguma forma ler isso, esqueça) meses mais velho que eu falava que foi em festas com a familia academia etc etc eu comecei a ignorar ele, eu não gostava de ouvir aquilo, tipo, inveja? mas ao inves de raiva eu só queria chorar, e foi o que eu fiz, ele depois de muitas tentativas de oi veio logo me chamar em outra conta que eu era ativa, e eu nao tive escolha, eu fiz drama só mandando pontos e falando que ele me deixava triste, igual um adolescente que quer atenção, mas n entendeu e eu só quis deixar isso de lado, e falar de outros assuntos, eu so chorei quando eu fiquei falando que tal coisa deixava triste, eu nao posso chorar porque meu quarto é publico, qualquer um pode ir aqui quando quiser porque o guarda roupa que tem aqui é de todos. então ja veio minha mae se preocupando, e como esperado, ela já veio falando : ''O cOmPuTaDoR eStRaGoU?''

parece bobo, mas aquilo me ferrou ainda mais, pode ser qualquer coisa que posso estar, mas, alguem pensar que eu estar chorando por causa do notebook estragar, me faz pensar que minha vida inteira ta sendo mesmo ficar na frente de uma tela apertando botoes. É isso, só ter uma vida e essa vida ser só isso.
De repente eu percebi minha mãe me mimando dando comida, um tipo lá de chocotone e fez pipoca, que bom mimar um sedentário com coisas nada saudaveis, ja sentia dor no peito mesmo dias atrás (mais uma referencia a outro desabafo)
ok, isso tudo foi ontem, dormi, acordei e fui dormir no quarto da minha mãe porque minha irmã tava se mexendo na cama e isso me deixava desconfortavel
agora que vem a merda
hoje acordei de novo com minha mãe e irmã falando alto sobre como o namorado dela quis um tempo ou algo do tipo, tava uma discussão normal, ela falando como ela tem raiva de tudo e se odeia, mãe perguntando o porque da cara dela estar vermelha em certos momentos etc etc
me deu vontade de chorar de novo por ela estar se preocupando com namorado sendo que ela tem emprego e vai pra onde quiser, enquanto minha vida literalmente depende dos meus pais (minha irmã é 21F e esqueci de falar que também minha infancia do 1 á 5 série foi chorar todos os dias na sala enquanto minha turma inteira, inclusive a professora do 1 e 2 ano, fazer bullying comigo, a minha nova escola do fundamental 2 quase ninguem me conhecia entao ninguem mais fazia bullying comigo, mesmo as 2 escolas sendo bem pertas, mesmo assim, eu nao sei o que eu tenho pra ser tao sensivel assim, mas agora tem motivo ainda).
Então, com um pai que trabalha e fica a noite inteira jogando, uma mãe que cuida da casa e vai assistir televisão quando não tem nada pra fazer, o que eu vou virar? huh? comecei a chorar no travesseiro
depois de tanto blablabla que discutiram, minha irmã começou a chorar, falando de novo que se odeia, que toda a raiva dela é biológica, de dentro da cabeça, que não produz mais felicidade, eu realmente nao me lembro muito por isso to falando tao vagamente.
e agora uma coisa inesperada pois sempre achei que minha mae entende que depressão não é frescura, que se preocupou comigo pensando que eu teria um dia, minha mae começou a falar merda
ela começou a falar com raiva que pelo menos minha irmã tem saúde e que isso que importa, começou a comparar minha irmã com minha prima que sei lá o que engravidou perdeu namorado e mesmo assim seguiu com a vida, que tem que ter força de vontade
mas acho que nem tudo que ela falou foi merda, eu não sei diferenciar desculpa, mas cada pessoa tem sua vida, não precisa ficar se comparando com pessoa com vida pior, isso não vai adiantar nada, minha mãe começou a falar que viu a vida inteira a mãe dela apanhar, falando como se fosse normal.
agora minha mãe vai falar com meu pai, minha mãe falou que meu cunhado terminou o namoro com minha irmã q queria ficar sozinho, que ele era bomzinho de boas com a vida e minha irmã um tanque de guerra, que computador da depressão (finalmente percebeu isso, minha irmã trancada em casa, não tipo, realmente computador, também celular, porque não tinha nada pra fazer alem disso antes de conseguir emprego e namorado), e quando minha mãe falou que minha irmã queria se matar meu pai falou : ''AhHhHh Vai coMeÇaR cOm O DrAmA'' ''FiQueI dESDe PeQUEnO TrABaLhANDO'' e pelo menos começaram a falar de psicologo, meu pai falando sobre espiritismo falando que quando se matar n vai pro paraiso e sim vai ser uma alma penada bla bla bla (ai ai gente ''religiosa'' ou algo do tipo é foda)

mãe : ''se tem que conversar com ela''
pai : ''N VOU (?? n sei mais q ele falou ele tava com a boca cheio de comida)
mãe falou mais algo que nao escutei porque meu barulho de teclado n deixou escutar
meu pai começou a falar que minha irmã foi criado tudo na mordomia e que a vida é sofrer
sinceramente, MEU PAI SÓ FALA MERDA, primeiramente, não é porque os pais teve a vida ruim que o filho vai ter também, na verdade nem sei como foi a vida dele antigamente, mas acha, acha que isso vai ser um loop infinito? um bom pai é assim? desejar a mesma coisa que ele passou pro filho? assim o filho desejar pro filho a mesma coisa? e assim vai indo? eles não abriram a mente pra ver como é tudo hoje em dia, eles ferram com a mente de uma pessoa deixando trancado em casa e chamando de vagabunda, pra depois falar que foi tudo na mordomia? sinceramente, devem gostar de sofrer, ou melhor, ja acostumaram sofrer, não é tipo, sofrer mesmo, mas parece que falar : ''todos vamos morrer um dia'' vai abrir a mente deles pra dizer que a vida não é só trabalhar e ficar preso em casa, i mean, mesmo minha irmã ja tendo 21 anos e precisando trabalhar, acha que ela fez algo de bom antes? que se divertiu na unica epoca da vida de se divertir? não, FICAR EM CASA NÃO É VIVER, desculpa se alguem acha que isso é frescura MAS EU TO PERDENDO A CABEÇA COM ISSO, a menina mesmo livre agora, teve um passado desperdiçado, ela falava que aguentou 20 anos por isso, imagina 20 anos desperdiçado, e eu, 13, parabens descobriram minha idade, 13 anos sentada e indo pra escola, irra.
na minha sincera opinião sobre o namoro dela, ela amava mais o namorado do que eu, e isso era o certo, o namorado dela dava presentes toda hora, a estante do nosso quarto é quase tudo presente dele ou da mãe dele, o namorado dela iluminou a vida dela, e então ela gastava o dinheiro do emprego dela tambem dando presentes pra ele, agora tinha chegado um teclado que ela iria dar pra ele, mas como ele terminou o namoro, ou deu um tempo sei lá, nem sei o que vai acontecer, o teclado tinha custado uns 200 reais, eu pensei que ela iria comprar pra mim e eu fiquei com raiva, quem gastaria 200 reais num teclado? mas era pro namorado dela, isso foi mais entendivel, depois de tanto mimo que ele deu pra ela, ela tem que retribuir, ela até perguntou pra mim o que eu queria de natal, já que meus pais tão pouco se fudendo pra mim, mas era no maximo 100 e eu queria algo de uns 200 (era uma mesa digitalizadora, eu queria uma pra eu continuar desenhando pois desenhar no mouse é impossivel, quem é artista sabe, eu desenho faz 5 anos e eu perdi totalmente o animo de desenhar, pois ate pessoas que nem sabem desenhar ja compram uma e isso é uma grande injustiça, e eu poderia fazer comissions até pra ganhar dinheiro com isso, mas nãoo, se eu tivesse uma mesa digitalizadora eu iria ganhar muito animo pra fazer isso) ser pobre é foda, nao quis nada mesmo.
o namorado dela era de boas com a vida porque deve ser classe media, tudo de boas, bla bla bla, casa boa, ja minha irma tem uma vida merda, agora, se vê o triangulo que isso fez?

irmã com vida merda > irmã acha namorado e emprego > irmã perde namorado por causa da vida merda q era o passado que não traz mais nenhuma felicidade pra ela hoje em dia, pois fica com raiva e nem sei da historia direito e o que ela fez pro namorado.

nossos pais tao fudendo com nossa vida, se for frescura, é só nós que somos sensiveis assim, é normal ficar com uma vida assim? não sabia.

vontade de ela voltar com o namoro e eu ser o filho deles, sinceramente.

morar numa casa que todos dão risada e pais que querem ver todos sofrerem é... torturante, se eu ficar aqui, vou ficar literalmente chorando as férias inteiras
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2019.12.01 23:04 JairBolsogato Nós nunca imaginávamos o que iria acontecer e nem nos preparamos para o que aconteceu na Venezuela

Neste artigo, eu queria analisar minhas preparações e a natureza do apocalipse que fomos forçados a enfrentar. Não sei quanto a você, mas qualquer coisa que o tire do seu lugar, da sua cama quente, dos seus animais de estimação, dos filhos, da esposa e do resto da sua família, para mim não tem outra palavra melhor que apocalipse para descrevê-la.
Minha bolha de conforto foi destruída, meu trabalho de uma vida inteira foi jogado pela janela, minha apólice de seguro de família se foi com o vento (embora sem medicamentos para tomar e com os médicos fugindo para a Argentina e Colômbia, não teria sido muito útil mesmo).
As poucas preparações que duraram por 4 ou 5 meses são história agora. Obviamente, os preparativos funcionaram muito bem, e nós esticamos um pouco além, mas uma vez que o sistema entrou em colapso, não houve mais nada que pudéssemos fazer além de fechar o local e ir para outros locais onde pelo menos pudéssemos comprar comida.

O que aconteceu foi algo completamente diferente do que havíamos preparado.

Acho que o que quero dizer é que, dentro de nossos meios, nos preparamos mais ou menos adequadamente, mas o que realmente aconteceu foi algo completamente diferente para o qual não tínhamos preparado.

Preparamo-nos para algumas das consequências de turbulência, agitação, tumultos e crimes. Conseguimos ficar na encolha por um tempo e nos defender silenciosamente e seriamente, sem precisar sair do nosso refúgio. Os problemas de escassez começaram lá por volta de 2013-2014. Naqueles anos, foi a última vez que lembro que poderíamos comprar grandes quantidades de farinha de trigo, farinha de milho para fazer arepas, macarrão, leite em pó e UHT, arroz, e outros mantimentos.

Um colapso econômico durante tanto tempo parecia algo totalmente fora de questão. Era totalmente imprevisível. Eu esperava uma pandemia ou um golpe de estado muito antes desse cenário faminto de zumbi.

Sabíamos que algo perturbador aconteceria mais cedo ou mais tarde. Nós poderíamos sentir isso na atmosfera ... mas nada como o que aconteceu. Nós nunca pensamos que seria impossível encontrar uma bateria, óleo de motor ou gasolina (Caramba, este era um país produtor de petróleo!) ou que as crianças seriam colocadas em perigo na porta de suas escolas. No pior dos nossos pesadelos que poderíamos ter imaginado, um de nossos gatos resgatados que realocamos com um de nossos amigos em um bairro sofreu uma morte horrenda (por favor, não peça detalhes).

Nunca poderíamos imaginar que os funcionários das empresas estatais de petróleo e eletricidade seriam ameaçados de prisão por traição se tentassem deixar o emprego para deixar o país. Porque isso é o que está acontecendo. Quando descobri isso, senti uma profunda sensação de alívio, como nunca na minha vida, por ter saído antes. O único sentimento semelhante em que consigo pensar foi quando meu último filho nasceu, e os médicos me disseram que ele estava bem e não havia motivos para se preocupar.

Sob a situação atual, sofrer acusações tão terríveis é um pesadelo completo. Mas com a renda do trabalho freelance online, conseguimos pelo menos manter a casa funcionando, sem o pequeno salário que já foi mais do que suficiente para uma boa vida. Sem ele ... nossa família teria sido condenada à morte, não importando nossas preparações.

Portanto, deixar e deixar o país (e minha família) para trás foi uma das escolhas mais difíceis em nossas vidas, mas as mais sólidas e as mais seguras a longo prazo. Evitar o risco potencial de ser (falsamente, é claro) acusado de traição e entrar em um problema confuso, já é um grande benefício. Sempre dei confiança à intuição feminina. Quando minha esposa e eu conversamos sobre como as coisas estavam indo mal e a decisão de sair antes de piorar, eu sabia que era a intuição dela falando.

Nunca imaginamos que o dinheiro seria outra mercadoria e que os preços seriam muito diferentes se você tentasse pagar com cartão de débito em vez de dinheiro. Se você pagar com cartão de débito, o preço será o dobro do valor pago em dinheiro. Isso não é surpreendente: a taxa do caixa circulante para o não circulante é profundamente distorcida. Há pessoas que VENDEM o dinheiro: você os transfere um milhão de BsF para as contas bancárias deles, eles oferecem 500 ou 600.000 em dinheiro. E isso é o suficiente para duas dúzias de ovos e um pouco de queijo.

Em retrospecto, o que poderíamos ter feito para nos preparar para a situação atual? Vejamos.

Sim, eu sei como isso soa. Mas eu não ligo para algumas coisas que eu sei que esses FDPs podem fazer, como um cara sendo baleado a 30 metros da pessoa que me contou a história de um criminoso em uma motocicleta, e eu e minha família quase sendo parados na estrada deserta às 20h no meio do nada, com um tronco no meio do caminho (eu só pisei fundo no acelerador e passamos por cima).

Não há como estocar massas e outros produtos secos por um período tão longo sem comprar outra casa ou construir um segundo andar, acrescentando cerca de 60 ou 70 metros quadrados à casa. E mesmo assim teria sido arriscado: alguém assistindo no momento errado e estaríamos em apuros, acusados ​​de “acumular” e blá-blá-blá (insira aqui sua desculpa “socialista” favorita por roubar propriedade privada). Nossos bens teriam sido apreendidos, os 10% vendidos em público para "os pobres" pelos jornais do governo e os 90% roubados por quem saberá.

Se suprir de proteínas com nossa situação atual nesse bairro é muito mais difícil. Não há muito espaço. Coelhos e outros roedores estão fora de questão, já que as moscas que seus cocô atraem aqui nos trópicos são um problema e economicamente inviável. Os produtos de limpeza e alimentos são muito caros e, como você deve supor, escassos. As pessoas nos chalés já estarão muito melhor preparadas do que nós, moradores de cidades nerds e viciados em café.

Sob esse prisma, parece que as melhores escolhas seriam se mudar para uma cabana na floresta, não acha? Mas não é tão fácil.

Nossas leis não aprovam a educação em casa; Dirigir uma hora do chalé para a escola todos os dias está fora de questão, porque é quase impossível conseguir peças e consumíveis para automóveis ou muito caros.

O crime está ficando cada vez mais terrível. Uma cabana com colheitas e gado é um alvo fácil para pessoas famintas que são preguiçosas e ignorantes demais para se preparar (quando podem). Conseguir algo como uma espingarda de defesa só traria mais problemas. Os bandidos vêem isso como uma atração grande demais para resistir. Como armas e munições são escassas, elas são um verdadeiro tesouro. Eles sabem onde você está, estão organizados e têm os contatos adequados para poder colocá-lo em uma posição muito difícil.

Seria muito pior derrubar alguém tentando invadir sua própria casa, pois eles nunca roubam sozinhos. As leis de auto-defesa doméstica não se aplicam, a menos que o falecido tenha sido um criminoso "inconveniente", e se for esse o caso, é provável que muitos de seus amigos sejam parecidos. Uma segunda visita, talvez com bandidos mais preparados, porque eles sabem que você será capaz de fazer o que for necessário e não dará mole pra ninguém.

Ou pior, os policiais e juízes processarão o proprietário da residência porque ele é uma 'ameaça para o governo'. Roubarão as coisas da casa dizendo que são possível 'produtos de um crime' e o proprietário não poderá provar o contrário de dentro da prisão. Conheço várias pessoas que tiveram que pagar mensalmente à milícia guerrilheira os produtos que eles preferiam vender com prejuízo.

Tendo filhos para cuidar e cuidar, a opção do lobo solitário não é realmente uma opção. Se o esconderijo dele não estiver suficientemente longe ou bem escondido, mais cedo ou mais tarde alguém o descobrirá. A melhor opção é unir-se a outras famílias, cada uma em sua cabana, e construir uma rede de comunicações suficientemente confiável e com bom backup, caso algumas matilhas tentem atacar. Eu sei que isso seria muito mais fácil para o povo dos EUA, pois o acesso a todos os tipos de ferramentas de defesa deles é muito melhor.
Por J G Martinez D
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2017.09.03 18:25 joereis1983 Mete o pé na estrada, p0##@!

Hoje estava vindo ao trabalho e tocou Nostalgia no som do meu carro. Musicão do caralho. E me fez lembrar da minha road trip entre São José dos Campos - Sp e Poções - Ba. Cidadezinha onde passei boa parte da infância, adolescência e onde eu conheci a ex. Essa musica me traz boas lembranças de lá. Uma cidade situada próximo a divisa com MG. Eu me lembro do vento na cara, do cheiro embaixo da laranjeira que tem no fundo do quintal da minha mãe. É uma cidadezinha com uma praça e uma igreja no centro, como tantas outras, quando garoto, saia da escola e sentava na escadaria do banco do Brasil e assistia as pessoas passando no vai e vem da vida. Foi nessa época que vi a ex pela primeira vez, linda demais.
De sjc até la, são uns 1.700 kms de viagem, fiz um trajeto passando por Meaipe - ES (cidade onde eu fiz a imensa cagada que jogou minha carreira na merda). Eu estava desempregado e o meu casamento ja estava nas ultimas, tinha combinado com meu ex-cunhado e irmos juntos, com minha filha e a esposa dele. Mas faltando uma semana, ele desistiu. Era uma viagem cara para irmos sozinho, mas não aguentava ficar em casa, estava desempregado, tinha poucas economias mas dava para ficar mais um ano ainda sem emprego. Mas estava foda, eu sentia a minha filha se distanciando, pois o estress que eu tinha com a ex fazia com que ela se afetasse tb. Então, decidir ir. Meio temeroso, tinha uma cnh a pouco mais de 1 ano. A viagem mais longa foram idas até o Trindade, cerca de 200kms, sempre acompanhado do meu ex-cunhado. Mas, fiz o que achei correto, vamos, eu e a Joelhinha (apelido carinhoso da minha filhota). Ela, como todo aborrescente, estava meio temerosa, mas insisti, fizemos malas, playlists e fomos. O plano era fazer uma perna até Guarapari, pegar um dia de descanso e depois seguir. Revisão no meu Escortão 2000, tanque cheio, sem gps, apontamos o nariz na via Dutra e fomos. Passamos pelo RJ, descemos uma Serra (acho que se chama Serra das Araras), visual muito bom, ao meio dia estávamos em um congestionamento no Rj, obras para Olimpíadas, cara, aquele lugar é absurdamente muito quente, sério. Passamos por uma ponte imensa (não tenho certeza se era a Rio - Niterói), e seguimos sentio ES. Chegamos ao hotelzinho em Meaipe, muito próximo a Samarco, o lugar estava meio vazio, acho que o caso da Samarco meio que derrubou um pouco o lugar, era um quarto muito simples. Mas o cansaço nos derrubou logo, dia seguinte, solzão, praia... um paraíso cara, muita conversa fiada com minha guria, falamos sobre tudo, religião, sexualidade, educação, futuro, passado... foi demais. Dia seguinte, seguimos. Pegamos a Rodosol, acho que é a rodovia mais gostosa de dirigir que eu ja vi, excelente. Passamos pela mítica 3ª Ponte, cortamos Vitória, e rumos a Bahia. Caras, é inacreditável, mas no exato momento que se cruza a fronteira entre ES e BA, vc percebe a diferença, o asfalto muda de cor, o sinal de celular cai, os buracos aumentam, e o sinal de civilização quase que desaparece. Acho que nunca havia andado uma distancia tão grande sem cidades beirando a rodovia, tipo rota 66. passamos por Teixeira de Freitas, Eunápolis e ao chegar em Itororó ja me sentia em casa, mais umas 4 horinhas, ja noite adentro, seguimos, quando estava ha uns 120 kms de casa, passei por esse singelo lugar onde demorei umas 3 horas para andar por uma distancia de uns 40kms. Horrível cara, mas chegamos na madrugada, foi demais. Muitos beijos na minha mãe, dormir na cama onde concebi minha guria, aquele cheiro que mistura a terra do lugar com as arvores do fundo do quintal. Aquela simplicidade que faz a gente pensar o porque temos empregos que não gostamos para comprar o que não precisamos? (referencias?) Foi legal demais. Ja fazem... 21 meses, mas a conexão com minha filhota se fortaleceu, revigorou-se. Entendo ela, ela me entende. A volta foi direto, sem parar para dormir, porém pelo caminho mais curto, passando por Teófilo Otoni e Governador Valadares, acho que deu umas 18 horas dirigindo direto.
Assim que voltei, em conversa com a ex, optamos pela separação. Estava me sentindo preparado para mudar minha vida e o fiz. Foi o certo. Tenho algumas coisas ainda para falar sobre essa viagem, como por exemplo, o encontro com a garota que foi meu primeiro amor, o reencontro com meu irmão após a tentativa de suicídio dele, mas fica pra uma outra. Mas redditors, quero dizer apenas, que como somos majoritariamente urbanos, precisamos parar um pouco para reforçamos nossas relações e vamos viajar, vamos ver esse mundo, nem que seja seu bairro porra, beber pela vizinhança... conversar com os velhos. Poções é uma cidade idosa, dependente do comercio, os jovens, como eu, em sua maioria põe o pé na estrada cedo e os pais ficam, então gosto de papear com eles, sobre a saudade, como estão os filhos, como vai a vida, que é levada vagarosamente, com pouca pressão. Tomar uma pinga no boteco, acompanhar um Terno de Reis, abraçar a minha querida avó, mulher guerreira demais. Recomendo cara, até custa um pouco, mas vale muito. Eu tenho me planejado em fazer um mochilão, sentido sul, com grana curta mesmo, vamos la.
Ps: Escrevi direto no bloco de notas, não vou corrigir que estou meio alto e com sono. Sim, eu tiro uns cochilos no trampo.
Ps2: Sai banda de rock da Bahia com muito mais qualidade que SP e comparável ao RS. #Fato.
Ps c: Achei 3 fotos de Meaipe, nada demais, mas só ve ve-las, eu sinto o sensação boa de .
Ps IV: Não estou bem certo se o lugar se chama Meaipe ou Guarapari, mas é do lado de Anchieta. Na cidade onde fica a Samarco.
Abraços Redditors, vcs gosto de vcs pacarai seus inuteis.
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2014.09.04 22:54 felipegt Estes dados são verdadeiros?

Recebi hoje um email contendo todas essas coisas que, supostamente, o PT fez. Não sou muito ligado em política, mas sempre tenho um pé atrás quando qualquer político diz que fez alguma coisa e não é diferente com essas afirmações. Acho que seria interessante se o pessoal que está mais ligado nos acontecimentos políticos e no desenvolvimento do país pudesse desmentir ou confirmar as coisas desse texto, já que, em breve, teremos que eleger um(a) novo(a) presidente(a). Ah, não estranhem a maneira como está escrito, pois me parece que o email original eram apenas alguns dados e a medida que foram repassando, as pessoas acrescentaram outras coisas. Coloquei uma numeração pra facilitar um pouco na hora de se referir à informação.
Obs.: não estou odiando o partido ou coisa assim, só tô postando aqui do mesmo modo que me foi enviado.
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Jacto

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  4. Jhony VS Knust - 2 Fase - Roda Cultural De Mesquita - SELETIVA ELIMINATÓRIA RJ DO NACIONAL
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  8. Lugar Secreto - Gabriela Rocha Letra - YouTube
  9. MAEDA TANQUE DE ENGORDA, MUITA AÇÃO, DICAS, ULTRALIGHT MOUSTACHEFISHING
  10. Tanque de peixe com lona deu ruim acho q vó presisar por mais uma lona

Deu ruin turma a lona não tá segurando a água e acho q vamos ter q colocar mais uma lona mais um gasto de 600 reais mais não vamos desistir e logo logo vamos ter peixes no tanque. Ei, já tá sabendo? Começou o Esquenta Black Friday da Americanas.com e tem 'cashblack': produtos com até 50% do valor de volta pra você usar na Black Friday!... Hoje eu decidi fazer algo diferente no canal! Será que o Akinator consegue adivinhar Eu, a Cherry e alguns mascotes do canal? CONFIRA E SARAIVA O LIKE SE QUI... Provided to YouTube by Sony Music Entertainment Praia do Rosa (Acústico) · Oriente · Cynthia Luz · Delacruz Praia do Rosa ℗ 2018 Sony Music Entertainment Bra... parque maeda, tanque de engorda 4 mostrando seu tambas gigantes e pincacharas, eu especialmente acho o melhor tanque do engorda com os maiores peixes... 🔥 INSCREVA-SE PARA RECEBER MAIS DICAS DE ENTREVISTAS E PROCESSOS SELETIVOS, CLIQUE AQUI - https://goo.gl/3j4N9e Gostou? Deixe seu like no vídeo 🙌🏻. 📱 ENTRE E... Lugar Secreto - Gabriela Rocha Letra HD Gostou do Vídeo? Deixe o Seu Gostei Se Possível. Quer Que Tenha Mais Vídeos Como Este? Inscreva-se https://goo.gl/g... Knust vs Lya - 2 fase - 209º Batalha do Tanque - São Gonçalo - 2016 - Duration: 8:06. Batalha do Tanque 1,378,676 views. 8:06. Meu nome e Mel Mondadori, moro nos Estados Unidos desde 2001 e atraves do meu canal quero passar um pouco da minha experiencia aqui misturado com muita alegr... CAPOTEI O JETTA TSI DO PATRÃO E NOVO EMPREGO - ETS 2 VIDA REAL!!! - Duration: 30:42. Ebute Gamer 494,232 views. 30:42. Mix Play all Mix - InfoGamersBR YouTube (VIDA REAL ETS2 1.32) PRF MANDOU ...